DO BARRO AO VERBO
UMA TRAVESSIA NORDESTINA DE PENSAMENTOS
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A HUMILDADE DE QUEM DESPERTOU

Contemplo, sem fugir, meus próprios erros,

Sem exigir do mundo recompensa;

Já não me escondo atrás dos meus desterros,

Nem faço da ilusão minha defesa.

Foi árduo caminhar contra mim mesmo,

Romper as grades que chamei de crenças;

Vivi cativo do meu próprio egoísmo,

Confundindo convicções com sentenças.

Hoje não sei aquilo que supunha,

Nem sou senhor da verdade que proclamo;

A lucidez, discreta, me testemunha:

Quanto mais sei, mais sei o quanto não sei.

Jeovan Rangel
Enviado por Jeovan Rangel em 20/10/2026
Alterado em 20/10/2026