A HUMILDADE DE QUEM DESPERTOU
Contemplo, sem fugir, meus próprios erros,
Sem exigir do mundo recompensa;
Já não me escondo atrás dos meus desterros,
Nem faço da ilusão minha defesa.
Foi árduo caminhar contra mim mesmo,
Romper as grades que chamei de crenças;
Vivi cativo do meu próprio egoísmo,
Confundindo convicções com sentenças.
Hoje não sei aquilo que supunha,
Nem sou senhor da verdade que proclamo;
A lucidez, discreta, me testemunha:
Quanto mais sei, mais sei o quanto não sei.