O NAUFRÁGIO DAS INCERTEZAS
Naufraguei nas certezas que erguia,
Nos castelos da minha presunção;
Pensei que a verdade me pertencia,
Que o mundo cabia na minha razão.
Mas os fracassos, mestres sem piedade,
Fizeram ruir meu trono imaginário;
E, ao perder a falsa autoridade,
Encontrei-me humano, falível e precário.
Já não me assusta a dúvida que habita
Os corredores da minha consciência;
Há uma sabedoria mais bonita
Em reconhecer os limites da existência.