O BRASIL NÃO PODE DORMIR
Vai chegar a eleição,
Cada qual vai escolher,
Com a sua convicção,
Quem no Brasil vai reger;
O voto é nossa expressão,
É direito de exercer.
Flávio entra na disputa,
E poderá ser eleito;
Mas uma pergunta escuta,
Que nos deixa desconfeito:
Se vencer essa luta,
Tomará posse do pleito?
Há quem veja o Brasil
Sendo aos poucos dominado,
Enquanto o povo, servil,
Permanece acomodado;
E um pequeno grupo hostil
Segue tudo controlado.
São poucos, quatro gatos,
Mas conseguem avançar;
Enquanto os brasileiros,
Preferem só esperar;
Quando surgem os desacatos,
Quem iremos procurar?
Cadê nosso sangue forte?
Cadê nossa reação?
Esperamos pela sorte,
Deixando a situação;
Mas quando chegar o corte,
Pode faltar solução.
O Brasil pede coragem,
Consciência e atenção;
Não se vence uma viagem
Sem saber sua direção;
Quem abandona a passagem
Pode perder a condução.
Não defendo a violência,
Nem a força de ocasião;
Defendo a consciência,
A lei e a participação;
Quem conhece sua potência
Não entrega sua nação.
O povo precisa agir,
Dentro da legalidade;
Fiscalizar e exigir
Respeito à sociedade;
Pois depois de tudo ruir,
Pode faltar liberdade.
Não espere o temporal
Para então fechar a porta;
Quando o dano for total,
Pouca coisa mais importa;
Prevenir qualquer mal
É atitude que conforta.
Que ninguém fique calado
Diante da realidade;
O silêncio prolongado
Pode virar cumplicidade;
E um povo desatento
Pode perder liberdade.
Chegou a hora de pensar,
De escolher com atenção;
De aprender a questionar,
De exercer participação;
Pois quem deixa os outros mandar
Abandona a decisão.
O Brasil é nossa terra,
Nossa casa, nosso chão;
Não queremos ódio ou guerra,
Queremos participação;
Que o povo nunca se encerra
No silêncio e na omissão.
Seja livre o brasileiro
Para o voto exercer;
Que escolha seu companheiro
Com coragem de viver;
E que o futuro inteiro
Não nos venha surpreender.