DO BARRO AO VERBO
UMA TRAVESSIA NORDESTINA DE PENSAMENTOS
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SUPLICANTE

Suplício de minh'alma em desalento,

Vejo-te em oração, serena e bela;

Consome-me o desejo turbulento,

Enquanto a esperança se revela.

Arrasto pela noite o sofrimento,

Teu nome é a chama que me flagela;

Suplício de minh'alma em desalento,

Vejo-te em oração, serena e bela.

Implorei tantas vezes teu alento,

Mas recebi silêncio por cautela;

Transformou-se o amor em tormento,

E a dor fez morada em minha cela.

Suplício de minh'alma em desalento.

Jeovan Rangel
Enviado por Jeovan Rangel em 06/06/2026
Alterado em 06/06/2026