DO BARRO AO VERBO
UMA TRAVESSIA NORDESTINA DE PENSAMENTOS
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ELEGIA DE UM CORAÇÃO ERRANTE

Sob o manto da noite e seu luzeiro,

Vejo morrer meu sonho em aflição;

Foram sombras servidas por sendeiro,

Que iludiram de esperança o coração.

Nunca fui mercador ou trapaceiro,

Mas um servo da antiga inspiração;

O amor, meu derradeiro companheiro,

Transformou cada lágrima em canção.

Qual nascente perfumada do alfeneiro,

Arrasto os dias na desolação;

Destino atroz! Funesto cativeiro!

Carrego a cruz da amarga vocação,

Fazendo desta dor meu cancioneiro,

Entre suspiros, pranto e solidão.

Jeovan Rangel
Enviado por Jeovan Rangel em 05/06/2026