“APÓLOGO DO EXISTIR”
Há leis ocultas regendo a jornada,
Mistérios velhos sobre o coração;
Cada existência ao mundo é lançada
Sob o silêncio austero da razão.
Muitas vezes a revolta me domina,
E o ser vacila em sombras e aflição;
Mas toda lágrima talvez ensina
O árduo caminho da transformação.
Não vejo o homem livre plenamente,
Nem creio o acaso dono do viver;
Há forças que conduzem docemente
A trama obscura do humano ser.
Somos ligados pela mesma dor,
E pela busca eterna do amor.