DO BARRO AO VERBO
UMA TRAVESSIA NORDESTINA DE PENSAMENTOS
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DETERMINISMO DA ALMA

Ó força antiga, oculta e soberana,

Que escreves meu destino sem cessar,

Fizeste desta estrada tão insana

O chão difícil onde devo andar.

Por vezes clama em mim a rebeldia,

Qual fera presa em cárcere sombrio;

Mas creio haver na dor sabedoria

Que purifica o coração vazio.

Não vejo o mundo entregue ao desatino,

Nem creio que o acaso seja rei;

Há fios invisíveis no destino

Que unem tudo quanto já sonhei.

E o homem, embora julgue ser senhor,

É servo de mistérios e do amor.

Jeovan Rangel
Enviado por Jeovan Rangel em 19/05/2026