DO BARRO AO VERBO
UMA TRAVESSIA NORDESTINA DE PENSAMENTOS
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Textos

O NOME DO PAI

Teu nome, pai, ressoa como ruína

Nas galerias mudas da lembrança;

Há uma tristeza funda e repentina

Sepultando os escombros da esperança.

Procuro ainda o homem escondido

Sob a armadura amarga do teu rosto;

Talvez houvesse um sonho adormecido

Num coração ao sofrimento exposto.

Mas nunca te alcancei por inteiro,

Nem tu pudeste ver quem eu me fazia;

Vivemos separados por um nevoeiro

De mágoa, ausência e melancolia.

Hoje te chamo no silêncio vão,

E apenas a distância estende a mão.

Jeovan Rangel
Enviado por Jeovan Rangel em 18/05/2026