FLOR DO MEU QUINTAL
Flor do meu quintal,
vermelho vivo, carmesim,
centelha acesa que me deixa assim:
extasiado, arrebatado
pela beleza que há em ti.
Tua singeleza toca fundo,
espanta as sombras da morte
e devolve alegrias antigas,
perdidas na obscuridade do tempo;
juramentos esquecidos,
cruzados em mãos trêmulas,
hoje sepultados
em vagas reminiscências.
Folhas pequenas, orvalhadas,
de despretensiosa pureza;
sonhos impossíveis revestem
tua silenciosa beleza régia.
E tua áurea, agora regada
pelas lágrimas dos meus olhos,
faz renascer em mim
riquezas que perdi
em antigos sonhos acordados.
Contemplo tua sedução, formosa flor.
Tu és graça, poesia e primor.
Teu encanto resgata minha alma
e, por um instante,
liberta-me desta dor.
— Jeovan Rangel
Prado, Bahia, 09 de Maio de 2012