Durante o dia vestimos máscaras,
rostos firmes, passos ensaiados,
sob a luz das rotas mais claras,
vamos todos bem ajustados.
À noite, caem frágeis cascas,
o silêncio fala mais alto;
Durante o dia vestimos máscaras,
e à noite o ser rompe o asfalto.
Despidos, confusos, poéticos,
entre medos e seus trajetos,
somos versos pouco estéticos,
ecos turvos, incompletos—
Durante o dia vestimos máscaras.