PERMANECÊNCIA
Eu continuo o mesmo, sem sair do lugar,
a morte me atravessa em silêncio profundo;
não perdi meus conceitos me despir do altar,
morri de certezas, morri para o mundo.
Enterrei versões minhas no pó da razão.
Eu continuo o mesmo, sem sair do lugar,
A morte me atravessa em silêncio profundo
Viver foi aprender, sem me fragmentar.
Toda escolha exige um lugar no mundo.
Sepultei minhas máscaras no gesto de ser;
não perdi minha fé, não mudei o meu viver
Não perdi meus conceitos me despir do altar
Eu continuo o mesmo, sem sair do lugar,