A ÚLTIMA FORMA DE EXISTIR
Nunca te lembres de me esquecer;
nunca te esqueças de lembrar de mim.
Que o tempo não ouse me dissolver.
Se a dor vier lenta me corroer,
Sela-me vivo dentro de ti.
Mesmo ausente, fico aqui,
À beira do teu recordar e ser;
Nunca te lembres de me esquecer;
nunca te esqueças de lembrar de mim.
Que o tempo não ouse me dissolver.
Se a vida tudo desfizer,
Se a memória sangrar sem fim,
Se o silêncio quiser vencer,
Não permitas que eu morra em ti:
Nunca te lembres de me esquecer;
nunca te esqueças de lembrar de mim.