REFRÃO DO ONTEM
Eu continuo ouvindo as mesmas músicas
E frequentando os mesmos lugares,
Pois a saudade insiste, não se explica,
E o coração retorna aos seus altares.
O tempo passa em curvas melancólicas,
A vida gira em círculos vulgares,
Eu continuo ouvindo as mesmas músicas
E frequentando os mesmos lugares.
Já não adianta o engano das lógicas,
Nem novos rumos, nem novos mares;
Respiro o ontem em noites harmônicas,
Preso aos afetos que são pilares.
Eu continuo ouvindo as mesmas músicas
E frequentando os mesmos lugares.