DESTINO DE RESTAR
Eu fui feito pra restar, pra achar o que perdi,
Carrego nos bolsos o eco do que some,
E perdê-lo outra vez — ciclo que não rompe.
Cada busca renova o que já vivi,
Refaz o contorno do que me consome,
Ainda assim sigo, mesmo que não vêem em mim.
Sou feito de idas, vindas e partidas.
E de recomeços que nunca têm um fim.