SOMBRAS ESCULPIDAS
Sombras esculpidas de mistérios,
Guardadas nos desvãos do pensamento,
Silêncios que atravessam o firmamento
Em ritos de segredos milenários e etéreos.
São vestes do invisível, sempre sérios,
A tecer minha essência em movimento,
E fazem do meu peito um monumento
Enigmas densos, fundos e imperatórios.
Mas dessas sombras nasce a claridade,
Pois cada dor oculta é um lume aceso
Que molda o ser na própria escuridão.
E, assim, carrego em mim a dualidade:
Sou sombra e luz, sou caos e o indefeso,
Mistério erguido em plena contradição.