POESIA EM GLOSA : À BEIRA DO DESTINO
MOTE
“Mas quando será o dia da minha sorte? Sei que, antes da minha morte, eu sei que esse dia chegará.”
(Autor: Zé Rodrix)
GLOSA
Carrego no peito a espera,
um sonho antigo que arde,
feito chama que nunca some
mesmo em noite fria e tarde.
E sigo firme pela trilha,
sem perder minha própria sorte,
pois a esperança não falha.
Mas quando será o dia da minha sorte…
Às vezes o tempo parece
brincar com a minha fé,
fazendo promessas ao longe
que nunca alcanço de pé.
Mas não deixo de acreditar,
mesmo diante da própria morte,
porque o coração insiste:
Sei que antes da minha morte…
E mesmo que o vento diga
que a vida é cheia de esperar,
eu sigo com a alma inteira
e vontade de atravessar.
Cada passo é um anúncio
de que a luz sempre virá,
e eu repito, convicto:
Eu sei que esse dia chegará.
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