DO BARRO AO VERBO
UMA TRAVESSIA NORDESTINA DE PENSAMENTOS
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ESPELHO DA AUSÊNCIA

 

Ao ver um esqueleto, me pergunto,

se a alma que lhe pertenceu, outrora,

não seria a minha, em luto e junto.

 

Há um sopro antigo que ainda chora,

um eco preso no fundo do defunto,

lembrança de um sol que foi embora.

 

Talvez sejamos, eu e ele, iguais:

 

sonhos que o tempo não quis jamais.

 

 

 

 

 

 

 

Jeovan Rangel
Enviado por Jeovan Rangel em 05/11/2025
Alterado em 05/11/2025