ESPELHO DA AUSÊNCIA
Ao ver um esqueleto, me pergunto,
se a alma que lhe pertenceu, outrora,
não seria a minha, em luto e junto.
Há um sopro antigo que ainda chora,
um eco preso no fundo do defunto,
lembrança de um sol que foi embora.
Talvez sejamos, eu e ele, iguais:
sonhos que o tempo não quis jamais.