DO BARRO AO VERBO
UMA TRAVESSIA NORDESTINA DE PENSAMENTOS
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Textos

VERÕES ABSTRATOS

 

Aquarelo meus cinzas em verões abstratos,

onde o ser se dissolve em pura invenção;

o nada me habita, mas dá-me a noção

de ser e não ser — fragmentos exatos.

 

Nos traços do tempo refaço os contratos,

com o finito que pulsa em cada estação;

aquarelo meus cinzas em verões abstratos,

onde o ser se dissolve em pura invenção.

 

E ao fim, quando o eu sucumbir nos atos,

restar-me-á só a contemplação:

do caos, fiz arte; da dor, criação —

Assim prossigo assumindo meus atos

aquarelo meus cinzas em verões abstratos.

Jeovan Rangel
Enviado por Jeovan Rangel em 02/11/2025
Alterado em 02/11/2025