HOMENAGEM AO PASTOR JOÃO PIRES
Hoje o céu recebeu um homem simples, humilde e cheio de sensibilidade — o pastor João Pires. Um homem cuja calmaria despertava admiração e cuja presença transmitia paz. João Pires foi daquelas raras pessoas das quais o mundo, sinceramente, não é digno.
Sua partida para a glória do Pai deixa um vazio profundo. Era da minha geração — e cada vez que alguém da minha geração parte, sinto-me mais só neste mundo. A ausência dele reacende em mim o sentimento de solidão que acompanha a vida quando aqueles com quem dividimos a caminhada começam a ir embora.
João Pires deixará saudades imensas e lembranças marcadas na vida de todos que o conheceram. Era incapaz de magoar ou ofender alguém. Mesmo diante da injustiça, respondia com humildade e serenidade. Eu mesmo testemunhei quando ele foi ofendido duramente por um colega pastor. E, em vez de reagir com ira, limitou-se a dizer: “É isso aí, meu pastor, eu sou tudo isso que o senhor está dizendo — e um pouco mais.” Essa resposta simples, carregada de mansidão, revelou o tamanho de sua grandeza.
Admirava profundamente o temperamento fleumático e melancólico de João Pires, sua doçura no falar, sua postura sempre conciliadora. Foi um excelente pai, um marido dedicado e um pastor amado por suas ovelhas.
Minha homenagem a ele é de gratidão e reconhecimento. Que Deus o receba na glória eterna, e que lhe conceda todas as honras que um servo fiel merece.
Descanse em paz, pastor João Pires. Sua vida foi um testemunho silencioso de amor, fé e humildade — e sua ausência ecoará com ternura no coração de todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo.