DO BARRO AO VERBO
UMA TRAVESSIA NORDESTINA DE PENSAMENTOS
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FARDO DA ALMA 

 

Eu sou burro, que carrega cargas,

Levo destinos no dorso da noite,

Escalo montanhas, guardando o açoite,

Entre silêncios e rotas amargas.

 

No mapa oculto, a esperança se alarga,

Eu sou burro, que carrega cargas,

Levo destinos no dorso da noite.

Sou guia incerto do sonho que acoite,

 

Alma que sangra e nunca se apaga,

No peso bruto se ergue o açoite,

Mas sigo avante, sem que me afoite:

Levo destinos no dorso da noite.

Eu sou burro, que carrega cargas,

 

Jeovan Rangel
Enviado por Jeovan Rangel em 03/09/2025
Alterado em 25/10/2025