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SÍNDROME DE  BORNOUT 

 

A Síndrome de Burnout (ou esgotamento profissional) é um transtorno psicológico resultante de estresse crônico no ambiente de trabalho. Caracteriza-se por três pilares principais: exaustão emocional, despersonalização e redução da realização profissional. O termo foi introduzido pelo psicólogo Herbert Freudenberger, em 1974, para descrever o estado de exaustão mental e emocional causado por demandas excessivas e prolongadas no trabalho.

 

Fisiopatologia e Neurobiologia.

 

O Burnout é mediado por disfunções no eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HHA), levando a níveis persistentemente elevados de cortisol, o que compromete a regulação do estresse. A hiperatividade do sistema límbico, particularmente da amígdala, amplifica respostas emocionais negativas, enquanto a redução da ativação no córtex pré-frontal diminui a capacidade de controle inibitório sobre emoções e reações impulsivas.

 

Além disso, há uma disfunção neuroinflamatória associada ao Burnout, com níveis elevados de citocinas pró-inflamatórias (IL-6, TNF-α, PCR), o que leva a alterações cognitivas e emocionais, incluindo sintomas depressivos e ansiosos. Estudos indicam também redução do volume do hipocampo, correlacionada com dificuldades de memória e regulação do humor.

 

Fatores de Risco e Populações Vulneráveis.

 

Indivíduos em profissões de alta demanda emocional, como médicos, enfermeiros, professores e policiais, apresentam maior risco. Outros fatores incluem:

 

Carga excessiva de trabalho e falta de controle sobre as tarefas;

 

Ambiente organizacional hostil (pressão extrema, assédio moral, falta de suporte);

 

Falta de reconhecimento profissional, resultando em desmotivação;

 

Baixo nível de suporte social, levando a maior isolamento emocional;

 

Predisposição psicológica, como perfeccionismo e autoexigência excessiva.

 

 

Sintomas e Diagnóstico.

 

O Burnout pode se manifestar de forma variada, mas geralmente inclui:

 

Exaustão emocional intensa: sensação de desgaste constante e esgotamento físico/mental;

 

Despersonalização: cinismo, distanciamento e perda de empatia com colegas e clientes;

 

Baixa realização profissional: sentimento de incompetência e fracasso;

 

Alterações cognitivas: dificuldades de concentração, lapsos de memória e redução da criatividade;

 

Sintomas físicos: cefaleia, insônia, dores musculares, distúrbios gastrointestinais;

 

Comorbidades psiquiátricas: ansiedade, depressão e, em casos extremos, risco de suicídio.

 

O diagnóstico é clínico, baseado em critérios como Maslach Burnout Inventory (MBI) e questionários específicos. Exames laboratoriais podem ser úteis para descartar outras condições médicas associadas.

 

Tratamento e Estratégias de Prevenção.

 

O tratamento do Burnout exige uma abordagem multidisciplinar:

 

Intervenções psicoterapêuticas: a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é a mais indicada para modificar padrões de pensamento disfuncionais;

 

Mudanças no ambiente de trabalho: flexibilização da carga horária, melhora da cultura organizacional e promoção do bem-estar do colaborador;

 

Atividades de relaxamento: técnicas como mindfulness, yoga e meditação auxiliam na redução do estresse crônico;

 

Exercícios físicos e sono adequado: essenciais para a regulação do sistema nervoso e do eixo HHA;

 

Uso de medicamentos: pode ser necessário em casos de depressão grave ou transtornos de ansiedade comórbidos, incluindo antidepressivos e ansiolíticos sob orientação médica.

 

 

Prevenir o Burnout envolve políticas organizacionais que promovam um ambiente de trabalho saudável, além de incentivar a conscientização sobre saúde mental e o equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

 

Conclusão

 

O Burnout não é apenas um problema individual, mas uma questão de saúde pública, impactando a produtividade, os sistemas de saúde e a qualidade de vida dos trabalhadores. A compreensão dos seus mecanismos e a implementação de medidas preventivas e terapêuticas são

essenciais para combater esse transtorno de maneira eficaz.

 

Jeovan Rangel
Enviado por Jeovan Rangel em 02/04/2025
Alterado em 03/04/2025