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TENHO SÉRIOS POEMAS NA CABEÇA (Autor: Pedro Salomão)
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EVANGÉLICOS SEM O EVANGELHO

 

"Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego." (Romanos 1:16).

 

A igreja atual anseia por uma nova reforma, mas toda reforma apenas molda as formas já existentes. O cristianismo que presenciamos nos últimos dias possui raízes históricas que remontam a Constantino, o imperador que, há cerca de 1700 anos, institucionalizou uma versão formal e política da fé cristã. Contudo, o que Constantino fez foi uma construção humana, distante do propósito original de Cristo. Então, por que reformar algo que Jesus Cristo nunca instituiu e sequer reconhece?

 

Jesus não veio apenas para reformar; Ele veio para promover uma transformação radical. Seu propósito é levar os indivíduos a uma entrega genuína, à conversão verdadeira e à regeneração completa, com uma mudança no coração e na mente. Precisamos refletir: será que o "Jesus" proclamado por muitos evangélicos na atualidade é o mesmo Jesus dos Evangelhos? O que vemos em muitos ajuntamentos é, em grande parte, distante do amor, da piedade, da misericórdia e da graça que caracterizam a mensagem original de Cristo.

 

Como advertiu Paulo: "E não retendo a cabeça, da qual todo o corpo, suprido e bem vinculado por suas juntas e ligamentos, cresce o crescimento que procede de Deus." (Colossenses 2:19). Cristo é a cabeça da Igreja, e sem Ele, as estruturas religiosas tornam-se apenas fachadas vazias.

 

O termo "evangélico" foi deturpado em nossos dias. No Novo Testamento, ele representa a qualidade do Evangelho, a boa nova de salvação em Cristo Jesus. Hoje, porém, o título é usado de forma indiscriminada e, muitas vezes, contradiz o verdadeiro sentido do Evangelho. Como alguém pode ser "evangélico" sem carregar em si o Evangelho, sem uma mente renovada, sem sentimentos transformados e sem atitudes que reflitam o caráter de Cristo?

 

Vivemos em uma época em que muitos não compreendem o que é "Igreja" ou "Evangelho". Igrejas, em muitos casos, transformaram-se em verdadeiros bazares de ofertas religiosas, repletas de práticas comerciais e idolatrias modernas. Até mesmo grupos históricos têm sucumbido ao "evangelho da barganha". Contudo, a solução não está em uma reforma superficial, mas em um retorno à regeneração e ao novo nascimento: "Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo." (João 3:7).

 

O Evangelho é simples: Cristo é a nossa salvação. Ele nos reconciliou com Deus por meio de Sua morte e ressurreição. Como afirma Paulo: "Porque, se fomos unidos com Ele na semelhança da Sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da Sua ressurreição." (Romanos 6:5).

 

Cristo consumou tudo na cruz, e não há barganhas a serem feitas com Deus. Seu grito definitivo — "Está consumado" — cancelou as nossas dívidas e derrotou os principados e potestades. O Evangelho é, portanto, a certeza da graça que salva, que santifica, que transforma e que nos fortalece.

 

"Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie." (Efésios 2:8-9).

 

Cristo é o centro do Evangelho, e sem Ele, a fé e as Escrituras tornam-se vazias. As Escrituras lidas sem Cristo podem dar origem a heresias, mas quando interpretadas à luz do Verbo Encarnado, tornam-se a chave para a verdade divina.

 

Vivemos em uma era marcada pelo pluralismo religioso, onde diversas crenças coexistem e se misturam, especialmente em contextos multiculturais como o Brasil. Esse cenário muitas vezes leva ao sincretismo religioso, a fusão de elementos de diferentes tradições religiosas em uma tentativa de buscar uma espiritualidade mais inclusiva ou personalizada.

 

Por um lado, o pluralismo religioso reflete a liberdade de crença e a diversidade cultural de nossos tempos, permitindo o diálogo inter-religioso e promovendo a tolerância. Por outro lado, o sincretismo pode diluir as mensagens fundamentais de cada fé, comprometendo a integridade de tradições como o cristianismo.

 

O Evangelho de Cristo, entretanto, é claro e exclusivo em sua mensagem: Jesus é o único caminho para a reconciliação com Deus. "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim." (João 14:6). Mesmo em meio ao pluralismo contemporâneo, os cristãos são chamados a testemunhar o Evangelho com amor e respeito, sem abrir mão da verdade central da fé cristã.

 

Enquanto o mundo oferece uma multiplicidade de "verdades", o Evangelho permanece firme como a boa notícia que transforma vidas: Cristo crucificado, ressurreto e glorificado, o único Salvador da humanidade.

 

Que possamos manter o foco nEle, proclamando com ousadia e humildade o Evangelho puro e simples de Jesus Cristo.

 

"Porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade. Também, nele, estais aperfeiçoados. Ele é o cabeça de todo principado e potestade." (Colossenses

2:9-10).

 

Amém!

 

rev. Jeovan Rangel

 

Jeovan Rangel
Enviado por Jeovan Rangel em 27/05/2023
Alterado em 16/12/2024