DIFÍCIL ADEUS
Fremente dor ao ver tua despedida,
Que sufoca meu frágil coração.
São reveses de uma vida tão sofrida,
Amores vãos, difíceis de aceitação.
Sente minh’alma o adeus, cruel ferida,
Por isso peço: não mostres compaixão.
Ao sair, feche a porta, distraída,
Não olhes para trás, não traga emoção.
Minha alma é fruto da mais vil desilusão,
A dor que sinto não tem cura ou guarida.
Que digam que lutei na minha condição,
Que fui regente da mais bela orquestração.
Mas a lembrança que me mata na partida
É a da deusa que me deu a ingratidão.