ÊXTASE DE AMOR
Importa o tempo incerto em seu compasso,
Se o maior medo é não te ter comigo?
Se busco em sonhos o calor do abrigo,
No céu da tua alma, onde faço espaço?
Que importa se em prantos me desfaço,
Por desejar-te e não ser teu abrigo?
Nos teus olhos, que fitam sem perigo,
Enxergo um amor que perdeu seu traço.
O azul do céu renasce em luz serena,
Trazendo paz à sombra que me aflige,
E aos lábios rouba o riso que se esconde.
Te vejo em nuvens, imagem tão amena,
Enquanto o pranto em minha face brilha,
E tua forma, etérea, se dissolve.
Há momentos imprecisos em nossas vidas que somos levados a desvarios inconscientes, principalmente, quando se sofre por amor... Para aqueles que amam poesias e que estão sofrendo por uma paixão, ÊXTASE DE AMOR é um soneto que lhe identificará como um pobre lunático sofredor....