SONETO CAUSALISTA
No fluxo do tempo, vejo o que se fez,
Cada ato, cada passo, a lei a aplicar,
O destino, em sua trama, nos conduz,
E somos apenas fios a entrelaçar.
Nada é acaso, tudo tem sua razão,
Cada dor e cada riso, há de explicar,
O livre-arbítrio, em sua grande lição,
Mostra-nos que é preciso sempre caminhar.
Somos interligados por forças invisíveis,
Que regem os caminhos do ser e do estar,
E embora busquemos respostas possíveis,
É a causalidade que nos faz tropeçar.
O império do destino é sem escapatória,
Onde cada ato se escreve em nossa história.
Este soneto reflete o tema da causalidade, mostrando que tudo no universo está interligado por forças e leis que nos regem.