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TENHO SÉRIOS POEMAS NA CABEÇA (Autor: Pedro Salomão)
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TEMA: A VIDA ETERNA MEDIANTE  FÉ EM JESUS.

“Nosso Senhor pregava a doutrina da vida com abundancia. Portanto quem é do lado de Deus prega a doutrina da prosperidade e quem é do lado do ladrão prega a doutrina da miséria”. (Edir Macedo - Artigo Folha Universal).

Essa frase foi dita pelo “papa” da igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo, em um de seus artigos publicado no folha universal com o propósito de atacar laconicamente a igreja Católica e sua “teologia da pobreza” ao mesmo tempo em que fazia apologia à sua famigerada “teologia da prosperidade”. É inegável que desde o nascedouro de nossa pátria nossa gente fora solapada pela igreja católica com seus ensinamentos tacanhos explorando a fé do nosso povo com o intuito de enriquecesse com a desgraça destes menos favorecidos pela vida, e para isso, difundiu a Teologia da pobreza fazendo-a confundida com a humildade, destarte, ser pobre era ser uma pessoa humilde. O povo passou a acreditar na miséria e na pobreza como garantia da salvação, e nas riquezas em um mundo vindouro (paraíso ou céu). A filosofia adotada era que as grandes riquezas ficassem em mãos de uma minoria apocopada nesse caso, os clérigos, pois assim seria mais fácil controlá-la e administrá-la; isso, por parte de alguns. Com isso criou-se uma cultura de pobreza em nosso país onde os países latinos herdam a herança maldita de terceiro-mundista, o oposto da Inglaterra, E.U. A e outros onde a cultura protestante prevaleceu hegemonicamente transformando aquelas sociedades; por exemplo, as lutas contra a segregação racial que hospedou em seu âmago gente como o pastor batista Marthin Luther King. Entretanto, aqui no Brasil a igreja católica nada fez para controlar o trabalho escravo do índio e do negro, pelo contrário! Apoiava a importação dos africanos barganhando uma porcentagem por cada negro comercializado, ganhando duplamente, uma vez que os negros eram mais fáceis de serem catequizados. A igreja não combateu a escravatura e de todas as formas procurou trazê-la ao seu meio por intermédio do ensino da doutrina, das práticas e dos preceitos católicos visando o aumento da mão de obra escrava. As missas eram celebradas em latim para que ninguém tomasse o conhecimento; esse também era para alguns poucos – do clérigo é claro. As bíblias eram queimadas aos montes inclusive, juntamente com aqueles que quisessem professar outra fé. Pessoas eram queimadas para que suas propriedades viessem fazer parte do patrimônio da igreja enquanto ela, pregava a teologia da miséria enriquecendo seus cofres.

A pobreza só tinha validade para a sociedade, ou melhor, para as massas silenciosas dos miseráveis enquanto a igreja na base do nepotismo fazia com que os seus clérigos vivessem cercados de luxo e de riquezas nababesca; de veludo escarlate, aos anéis episcopais, tudo era muito fausto. A pobreza? Essa era para as multidões, para a plebe, para a gente ignara; para o povo, povão. Por muitos anos a igreja Católica tirou as ambições, os sonhos e às esperanças da nossa gente. “Teologia da Miséria” é mesmo uma teologia satânica, maldita e contrária. Não contrária à “Teologia da Prosperidade” como afirma Edir Macedo; mas, contrária sim, aos ensinamentos de Jesus Cristo e à Sua palavra. E da mesma forma também, a “Teologia da Prosperidade”.

Repetindo a fala do nosso cronista citado à cima: “Nosso Senhor pregava a doutrina da vida com abundancia. Portanto quem é do lado de Deus prega a doutrina da prosperidade e quem é do lado do ladrão prega a doutrina da miséria”.

O texto usado pelo apologista da teologia da prosperidade é citado por Jesus em João capítulo 10, versículo 10, que diz: “O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”.

Não vejo no texto usado pelo papa da "universal" qualquer base para o enriquecimento ambicioso ilícito e desmedido, nem tampouco para o empobrecimento como passaporte para a vida eterna. Jesus diz que o desejo do pastor é o bem estar de suas ovelhas, ele não quer que elas tenham uma vida de privações e misérias. Ele quer que elas vivam plenamente suas vidas em bons pastos e boa saúde. Ele diz de proteção, que as suas ovelhas têm a Sua proteção, aquela descrita lá no salmo 91. Em nenhum momento diz-nos que seremos milionários; que nunca estaremos doentes; que nunca enfrentaríamos os dissabores e as aflições nessa vida. O apóstolo dos gentios escreve: “Porque, como as aflições de Cristo transbordam para conosco, assim também por meio de Cristo transborda a nossa consolação”. E continua: “Mas, se somos atribulados, é para vossa consolação e salvação; ou, se somos consolados, para vossa consolação é a qual se opera suportando com paciência as mesmas aflições que nós também padecemos; e a nossa esperança acerca de vós é firme, sabendo que, como sois participantes das aflições – grifo meu - assim o sereis também da consolação”.

Jesus disse: “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo”.

Ter uma vida abundante na visão dos apregoeiros da prosperidade e ser possuidor de bens materiais. É ter carro importado do ano na garagem, mansões, metros e metros de apartamentos; jatinho particular; andar sempre com roupas finas e nunca ser acometido de qualquer enfermidade ou doença. Isso vale para todos e toda família. Agora! Pra tudo isso acontecer com o indivíduo, segundo, os vendilhões da fé, ele tem que ser generoso. Tem que dá primeiramente, entregara tudo. Tem que barganhar com Deus. Você dá, e recebe. Nesse caso as pessoas estão sempre dando, e nunca recebendo. Porque o reino de Deus, segundo Jesus, não é comida, nem bebida. (Rm 14.17). O culto desses mercantilistas do evangelho, nada difere da igreja católica. Qual a diferença? Eu não vejo nenhuma! É mesmo enxergar um mosquito no olho alheio e não conseguir enxergar uma trave que está no seu. Combater uma mentira com outra mentira é no mínimo uma vergonha. Mudaram os meios, mas os fins são os mesmos. Continuam com as mesmas práticas nefandas. Roubam, exploram, saqueiam, mentem descaradamente aos fiéis desavisados e de coração puro, dilapidando-os vergonhosamente. É revoltante assistir certos programas chamados evangélicos. Dá revolta, indignação, nojo, assistir a esse monte de “pastores” picaretas torcendo e retorcendo as sagradas escrituras para aplicá-la à suas práticas pervertidas. Nesse requisito, em nada diferem uma da outra. A igreja católica por muito tempo oprimiu o povo pregando a pobreza, vendendo indulgências, missas etc., a fim de ficar com bens do povo e roubar-lhes as finanças. O neo-pentencostalismo e seus pastores com suas picaretagens eletrônicas, pregam a prosperidade para também terem seus templos cheios de fiéis com um único propósito: fraudar, roubar dilapidar os bens alheios dando continuidade a exploração – num nível maior – abusam da fé do nosso povo. Tanto a Teologia da Prosperidade quanto a Teologia da pobreza somente é favorável para Edir Macedo, Valdomiro Santiago, Silas Malafaia, Max Murdox, Morris Cerulo e outros; aqueles que estão lá no topo da cadeia alimentar. Os clérigos. A teologia de Jesus anda na contra mão de tudo isso que aí está. Na contra mão de toda essa gente do mal. Ele diz: “Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, segue-me”. (Mt 19.21). E outra vez: “... levantando ele os olhos para os seus discípulos, dizia: Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus”. (Lc 6.20). Não é amar a pobreza, mas amar os pobres. Não é ser rico, ou pobre que levará uma pessoa aos céus, ou dará a ela a vida eterna. Muito menos a riqueza. Disse Jesus aos seus discípulos: “Em verdade vos digo que um rico dificilmente entrará no reino dos céus”. 2 E outra vez: “... vos digo que é mais fácil um camelo passar pelo fundo duma agulha, do que entrar um rico no reino de Deus”.

Concluo dizendo: Uma pessoa somente terá a vida eterna, mediante o crer em Jesus e viver uma vida digna independente de ser rico, pobre, preto, branco; ou, da sua estratificação social. E essa pessoa mesmo crendo no Cristo e tendo certeza da sua fé; pode ser pobre, pode ter enfermidades; ser rico, ter bens materiais; ser perfeito em sua saúde, ou não. Uma coisa nada tem a ver com a outra. Quem crer, é feliz na pobreza, ou na riqueza; na alegria, ou na tristeza; na saúde, ou na enfermidade. Ele é, e o será para todo sempre incircunstancialmente. 
Jeovan Rangel
Enviado por Jeovan Rangel em 20/08/2020
Alterado em 21/08/2020
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