Em meu peito reside um amor menino,
Que faz vibrar o pulsar do coração,
Como uma marreta que golpeia o sino,
E explode em mim a mais pura emoção.
Seu bater ecoa, um castelo ruindo,
Com sons que ressoam tal forte trovão,
Causando-me dores e minh’alma afligindo,
Qual seca que fere o amor no sertão.
Esse amor há de matar-me dia a dia,
Deixando-me cego e minh’alma vazia,
Que se desabriga do sol abrasado,
Para que eu morra, por dentro, ensanguentado.
Pois morrer de amor vale a vida pequena,
Ainda mais por um amor que não se acena.