Eu sou a sombra vil da dor e a vergonha,
A culpa amarga de um ato impensado.
Sou a ruína que os sonhos todos põe à
E o riso puro, cruel, já roubado.
Sou curvas tortas nas estradas que matam,
E o medo frio no olhar desolado.
Sou o inverno cruel das noites que gelam,
E o caos feroz de um mundo transtornado.
Sou a resposta inesperada da dor,
O espinho ardente da mais linda flor.
Sou paladino que sucumbe à desgraça,
Sou a forca para quem me quer conter.
Eu sou a causa de ruínas sem praça,
Minha sina é ser tormento e padecer.