Olhos que me olham, esculturas da beleza,
Que roubam a realidade criando fantasias,
Que acrisolam medos e expurgam algias,
Levando embora a dor da tristeza.
Vejo-me refletido em ti e tenho certeza:
O deslindar da mais profusa das alegrias.
Tu és o opíparo elísio de todos os meus dias;
Se não olhas para mim, me causa estranheza.
Lédece são eflúvios que te ornam com firmeza,
Que espraiam as luzes que de teu olhar irradias.
Em laúza propagas ao mundo a tua realeza,
Causando o bem alheio a quem tua luz alumia.
Seduzes a quem te mira em luz de urente clareza,
Enfeitiçando as almas por tua magia.
Autor: Jeovan Rangel