Flor do meu quintal,
vermelho carmesim,
centelha que me deixa assim:
extasiado, arrebatado,
com a beleza que há em ti.
Singeleza que me toca,
espanta a sombra, a morte,
traz alegrias esquecidas
no tempo perdido,
em juramentos cruzados,
hoje sepultados
nas vagas lembranças.
Pequenas folhas orvalhadas,
puras, despretensiosas,
sonhos que nunca florescem,
mas cobrem tua áurea,
agora regada
pelas lágrimas dos meus olhos,
que choram o belo em ti,
e a riqueza que em sonhos perdi.
Remiro tua sedução,
formosa flor!
És graça, poesia, primor.
Teu encanto liberta minha alma,
faz-me sentir salvo
neste instante de dor.
Autor: Jeovan Rangel