És lua encantada de presença imponente,
de prata vestida, brilho fascinante,
que rasga a escuridão das noites ausentes,
e acalenta em luz este coração amante.
Voltaste sublime, cortando o infinito,
tecendo memórias em lauréis de cor,
despertas o poeta, cativo e aflito,
que canta em teus passos o antigo amor.
Lua encantada, pétala que esvoaça,
me rouba a voz, me priva da graça,
e reacende no peito um amor esquecido.
No sussurrar do vento traz a cantiga
que em versos ardentes me toma o sentido,
ó lua encantada, minha doce amiga.
Jeovam Rangel