A plenitude do vazio
que agora te ocupa
Traz a ti a inércia de dias
sem significado.
No decurso desta tua vida
o que me preocupa,
É o enganoso coração que
Te esconde o pecado.
Distrai-te com fito
de desviar-te da verdade.
De roubar-te a honradez
para que não vejas os teus desvios.
Contentas-te com as iguarias
de toda uma falsidade
O mal, já não te parece mal,
em tuas veias corre como rio.
O pior é quando de ti se esvaem
todos os princípios
Ao ponto de não mais creres
em coisa alguma.
Não és mais fanática
e não mais ofendes a ninguém,
És sal insípido, que já não salga!
E num mar de lama se avoluma.
Carcomida alma
em dura realidade,
por tentar em vão encobrir
os teus ledos enganos.
Morte é o salário por todas
as tuas maldades.
Lançada serás no inferno
por todos os teu dias,
Por todos os teus danos.
Autor: Jeovan Rangel
Existe alma sem culpa? O texto sentido, magoado, enaltecido na chama dos desenganos cultuado em palavras tecidas em versos reflexivos e poéticos, onde a dor das desventuras se adoça na descrição e visão de almas sensíveis...Em casa com ela, a solidão!