O cilício da saudade é o meu castigo,
flagelo que açoita minha oração...
Se vivo esse amor tão calmo e sombrio,
prisão que me prende sem redenção.
No eco do vazio que em mim persigo,
nas sombras da mais densa solidão,
ressoa o perfume, distante abrigo,
nos véus que envolvem a escuridão.
Pela falta do teu corpo, o meu delira,
teus beijos ausentes são minha tristeza,
o amor que em mim arde será minha pira...
Sem ti, o viver é apenas certeza
de que por teu afeto minh'alma aspira,
pois longe de ti só resta fraqueza.