Na escuridão do fechar dos meus olhos
Surge tua imagem insubstancial em minha mente.
Para vê-la, por tempo indeciso e apertado,
Aquilo que os olhos veem, o coração deseja e sente.
Deixo-me guiar na penumbra pelo teu sorriso,
Até segurar tuas mãos firmes, estendidas a mim.
Surge um mundo, cenário onde dramatizo
A mais linda das peças: “Eternidade e amor sem fim”.
Vejo-te indo em direção ao mais escuro dos lados,
Tuas formas aos poucos dissolvendo-se na sombra.
Apego-me a ti, para que me leves arrastado,
E que o fim do meu ato não seja a morte por tua rejeição.
Ao abrir dos olhos e ascender das luzes, descem-se as cortinas!
Fim do último ato, de volta à realidade da primeira cena.
O florescer de um grande amor — essa é minha dor, minha guilhotina,
Pois ocupar o coração que me deseja, a vida me condena.
Jeovan Rangel