No frio da noite teu nome eu gritei,
Na ânsia da saudade que queria calar.
E em gritos loucos comigo pensei:
Que a dor na alma pudesse suportar.
És dor duradoura, e em mim passageira,
Fonte esgotada de escura prisão.
Brotaste do caule da bela roseira,
Arborescente desejo, lenda de paixão.
Caminhos de pétalas, tortos, traçados,
Forjaram a luta de toda a existência.
Peito ferido, pedaços quebrados,
Esperança sem fim de alcançar tua presença.
No vão das palavras que o peito destina,
A saudade se faz leal companheira.
Livra-me, ó rosa, da dor que domina,
E não me negues a beleza inteira.
Enquanto houver rosas, haverá pureza,
E nelas a vida renasce em caminhos,
Perfume que enche de amor e beleza,
Presente ofertado a quem busca carinhos.
Jeovan Rangel
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